“Demonstrar amor não é ridículo, é lindo. Não falo de presentes caros, demonstrações públicas de afeto, falo de gestos. Diga que me ama, que sente a minha falta e está com saudades e eu passarei o resto do dia sorrindo. Por trás de cada sorriso meu, existe um motivo e nenhum segredo.
~ Kaio César Mergulhão
“Tudo bem. Paro de falar, de pensar, de obedecer meus ímpetos caiofernandoabrelísticos e vou ficar aqui, te olhando com cara de bobo e os dentes postos a rir sem parar, sem motivo qualquer, exercitando os músculos atrofiados da minha cara amassada das noites agora bem dormidas.
~ Gabito Nunes
a-f-a-s-i-a sussurrou: Não te largo, não te troco, e não te empresto.
“Sonho no dia em que eu não precise dar tanto de mim pra receber um pedacinho do que eu dou. Sonho no dia em que eu não precise ficar implorando carinho, implorando atenção, implorando sentimento… Amar faz bem, mas amar sozinho à dois faz mal.
~ Kaio César Mergulhão
“Já que não tenho coragem de assumir a minha loucura, queria que ao menos algum canto do mundo me acolhesse. E me abraçasse e dissesse que tudo bem, tudo bem de vez em quando eu perder assim a razão ou o equilíbrio. Eu queria que existisse um canto do mundo que nunca me dissesse “ei, você se expõe demais” e que me deixasse ser assim e apenas me deixasse ficar quietinha e quente quando o mundo resolvesse me magoar porque sou briguenta, mas sou mais sensível que maria-mole em frigideira. Eu queria ir para um planeta onde não existisse tempo de beijar e tempo de pirar. E eu pudesse ir agora ao seu mundo e te beijar até enjoar de você. E eu pudesse, de repente, gritar bem alto porque me irritam esses milhares de sons tecnológicos que você faz. Para mostrar que meio mundo te procura enquanto eu não posso te procurar porque a cartilha da vovó que casou dizia que a mulher nunca pode procurar o homem se não quiser ser usada por ele. Eu queria mandar pra puta-que-pariu a cartilha da vovó. E queria tirar essa voz do meu pai da minha cabeça, dizendo “minha filha, homem não gosta dessas coisas”. Eu sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gostam ou não sabem gostar. Eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma. Basta eu ver o sinal de luz recíproca no final do túnel que eu mando minhas zilhões de luzes e cego todo mundo. Sou demais, tanto que ninguém aguenta. Ninguém entende nada. E eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas dane-se. Um dia, um louco, direto do planeta dos 2% de homens, aparece. E que se dane a natureza gritando no meu ouvido que não posso ser assim. Que boa fêmea sabe esperar nove meses, portanto deve saber esperar uma ligação ou um sinal de “pode avançar no joguinho”. Eu não sei esperar nada. E a natureza gritando no meu ouvido então, já que sou birrenta, vou ficar sem nada mesmo. Porque é preciso saber viver. Atiram a gente nesse mundo, nosso coração sente um monte de coisa desordenada, nosso cérebro pensa um monte de absurdo. E a gente ainda precisa ser superequilibrada para ganhar alguma coisa da vida. Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, a gente já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louco de vez em quando. Quem é essa natureza maluca, quem é esse mundo maluco? Quem são esses doidos que exigem tanta certeza e tanta “finesse” e tanta postura da gente? E eu queria te beijar até enjoar. Porque eu só sei curar uma vontade de me entorpecer de alguém quando sugo a pessoa até a última gota. O problema é que nesse mundo sem graça com celulares que apitam, mensagens no MSN que apitam e policiais mentais que apitam “ei, segura a onda, não deixe ele perceber que pode comandar até a última seu coração”, ninguém mais sabe nem sugar e nem ser sugado até a última gota. Fica uma droga de um joguinho superficial de trocas superficiais. E ai de quem resolva sair disso. Vai ser tachado de louco de pedra. Maluco. E as meninas sonsas se dando bem, e eu dormindo abraçada com o travesseiro. Já que não tenho coragem de assumir a minha loucura queria que ao menos algum canto do mundo me acolhesse. E me abraçasse e dissesse que tudo bem, tudo bem de vez em quando eu perder assim a razão ou o equilíbrio. E repetir, repetir e repetir o erro. E jurar que da próxima vez eu serei normal. E jurar que da próxima vez eu obedecerei á natureza, ao meu pai, à cartilha da vovó ou às meninas sonsas. E virar a rainha dos 98% dos homens que não sabem o que fazer com uma pessoa que nem eu. E depois chutar todos eles porque no fundo to pouco me fudendo pra essa maioria de idiotas. Pode até ser meio solitário nadar contra a maré, mas como é gostoso olhar a multidão do outro lado e enxergar todo mundo pequeninho.
~ Tati Bernardi
“Por que há tão poucas pessoas interessantes? Em milhões, por que não há algumas? Devemos continuar a viver com esta espécie insípida e tediosa? O problema é que tenho de continuar a me relacionar com eles. Isto é, se eu quiser que as luzes continuem acesas, se eu quiser consertar este computador, se eu quiser dar descarga na privada, comprar um pneu novo, arrancar um dente ou abrir a minha barriga, tenho que continuar a me relacionar. Preciso dos desgraçados para as menores necessidades, mesmo que eles me causem horror. E horror é uma gentileza.
~ Charles Bukowski
“E nós temos um relacionamento diferente de todos os que vejo por aí. Dum jeito diferente que só eu e você entendemos. De um jeitinho que só eu e você sabemos o que sentimos, como sentimos e quanto. Definitivamente, algumas pessoas não sabem se expressar com palavras. Então, eu entendo.
~ Kaio César Mergulhão
“Você me ensinou muitas coisas, a melhor delas, me ensinou que o amor verdadeiro sempre espera um pouco mais pelos abraços atrasados.
~ Gabito Nunes
“Não vou dizer que preciso de você, porque infelizmente, não posso precisar. Não vou dizer que gosto de você, porque você não merece meu amor. Não vou dizer que não sofri, porque ao contrário de você, não tenho medo de ser feliz. Não vou dizer que o mundo é cruel, porque eu tenho certeza que para você ele será pior. Não vou dizer que achei normal, porque para mim sinceridade é fundamental. Não vou dizer que não chorei, embora você não mereça. Não vou dizer que sinto saudade, sentir saudade do que nunca foi meu, de fato, seria patético. Não vou dizer que te odeio, mas com você minha consideração não existe mais. Não vou dizer que não estou triste, mas a decepção é ainda maior. Não vou dizer que é fácil escrever isso, mas te esquecer é mais difícil. Não vou dizer mais nada, quem não merece minha consideração nunca merecerá meus sentimentos e tampouco minhas palavras.
~ Victor Jabor
Um sorriso vale mais que muitas palavras